'... a esperança da vinda era incessante.
No entanto o relógio não cansava
continuava alterando, segundo por segundo
os feitos deixados pra trás
e últimas palavras ditas antes da morte.
Entretanto, não acredito que sejam
um bando de malfeitores.
nem creio que divagam,
os dois mil e um
ou qual seja o ano em que estejam regressando.
mas a força interior é a eterna luta
dos dias da razão.
eu aguardo. sentado.
numa pedra. qualquer.
a esperança é incessante.
mas nada me impede de não esperar mais.'
(algumas frases foram retiradas de um poema encontrado no meio de um livro. outras, apenas complementos.)
Exposição pública sentimentalista, extremista ou nem tanto, a ponto de causar curiosidade alheia.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
19/20 per noite
essa angústia que
perdura,
perfura.
--------------------
tu tem saudade.
eu não digo nada,
tu diz tanta coisa.
eu não digo nada
--------------------
penso conforme vivo
se não caio em desuso
(sobre)vivo sem riso.
--------------------
em cara fechada
não entram sorrisos.
na minha fachada
não faltam motivos.
--------------------
durante o sono
o ronco e
as cobertas sem dono.
perdura,
perfura.
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tu tem saudade.
eu não digo nada,
tu diz tanta coisa.
eu não digo nada
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penso conforme vivo
se não caio em desuso
(sobre)vivo sem riso.
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em cara fechada
não entram sorrisos.
na minha fachada
não faltam motivos.
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durante o sono
o ronco e
as cobertas sem dono.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
ironia.
sou luz. sou terra.
sou céu e água.
sou tudo e sou nada.
sou feito de palha,
com um coração em chamas.
sou de rimas vazias
e palavras duras.
um mar de agonias.
e por dentro,
calmaria.
minh'alma
se dissolve e
nesse compasso,
até chove.
e assim derreto.
me desfaço em verso,
chiados de prazer.
ora, por agora é
meu dever
me construir de novo.
um novo eu? não sei como.
sou cego e enxergo,
sou de calor e de frio.
de mãos calejadas e coração puro.
sou a estrada a percorrer
o amor a encontrar
o nascer do sol
a raiar.
a brisa tão leve que me
carregue.
sou feito de visões e feitios.
sou de carne e osso,
pau e pedra.
tropeçando, correndo
trôpego,
no labirinto que contruí
com fragmentos do que
um dia fui.
sou céu e água.
sou tudo e sou nada.
sou feito de palha,
com um coração em chamas.
sou de rimas vazias
e palavras duras.
um mar de agonias.
e por dentro,
calmaria.
minh'alma
se dissolve e
nesse compasso,
até chove.
e assim derreto.
me desfaço em verso,
chiados de prazer.
ora, por agora é
meu dever
me construir de novo.
um novo eu? não sei como.
sou cego e enxergo,
sou de calor e de frio.
de mãos calejadas e coração puro.
sou a estrada a percorrer
o amor a encontrar
o nascer do sol
a raiar.
a brisa tão leve que me
carregue.
sou feito de visões e feitios.
sou de carne e osso,
pau e pedra.
tropeçando, correndo
trôpego,
no labirinto que contruí
com fragmentos do que
um dia fui.
quarta-feira, 19 de março de 2014
a fossa e a bossa.
cinza, dia
em vão.
afinal de contas
não é da minha conta
questionar o porque;
não.
nem o café salva
a solidão.
em vão.
afinal de contas
não é da minha conta
questionar o porque;
não.
nem o café salva
a solidão.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
coisas casuais
a chuva fina
no parapeito da janela
enquanto o sol ralo
nas folhas molhadas.
até o muro lamenta
o último domingo que vai embora.
assim me torno escravo
do tempo que por tanto tempo
me viu ser liberto da amargura.
mas a onda vaga
e a vida engatinha
já que tão velho é o tempo
que não sei mais pr'onde irei.
a minha doença é a mesma que acomete os loucos.
o que tanto dizem ser loucura
é vontade de não ligar
pro tempo que tanto me consome.
enquanto a chuva fina
e o sol ralo compõe
minha última tarde do mês.
no parapeito da janela
enquanto o sol ralo
nas folhas molhadas.
até o muro lamenta
o último domingo que vai embora.
assim me torno escravo
do tempo que por tanto tempo
me viu ser liberto da amargura.
mas a onda vaga
e a vida engatinha
já que tão velho é o tempo
que não sei mais pr'onde irei.
a minha doença é a mesma que acomete os loucos.
o que tanto dizem ser loucura
é vontade de não ligar
pro tempo que tanto me consome.
enquanto a chuva fina
e o sol ralo compõe
minha última tarde do mês.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
logo penso
de tanto pensar
em tanto pra te dizer
me perdi
de tanto
te querer.
em tanto pra te dizer
me perdi
de tanto
te querer.
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