toda
a noite ouço
o que deveria
se calar.
se meus olhos
se fecham à
claridade
procuro-me embaçar
em frias carnes,
ao meio-dia
nas entranhas
corroídas
à mofar.
à nau q me navega
ao outro lado
do rio,
deixo minhas condolências
de q ainda vou ficar,
por estes lados da curva
em um breve dia
sem nuvem ou chuva
q me afogará.
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